Vida a bordo

Leiam com atenção: Os perigos do enjoo no mar.

Quem é do mar não enjoa, diz o poeta. Mas será mesmo?

Há alguns anos, iríamos participar da Refeno (regata Recife – Fernando de Noronha) com dezoito pessoas a bordo, no nosso antigo Catamarã de 62’. Um velejador que possuia um monocasco, resolveu alugar uma de nossas cabines para que a esposa pudesse participar. Ela sempre passou muito mal no próprio barco então ele imaginou que a bordo de um catamarã ela poderia desfrutar da regata com mais conforto. Marcelo e Luíza estavam super empolgados!
A largada da Refeno é uma festa! Os veleiro desfilam para uma multidão em terra que torcem para seus preferidos.
Preparei um almoço leve para os tripulantes e logo depois nos organizamos  para a largada.
Alguns tripulantes já a postos em seus turnos, outros na proa fotografando e outros sentados na mesa do cockpit (varanda) conversando.
Eu arrumando o barco aqui, me organizando para o jantar, acessorando Fausto, enfim, eram umas 10 Gutinhas trabalhando sem parar.
Alguns tripulantes marearam, mas tudo dentro da normalidade já esperada. Luíza, não parava de papear na mesa, comia e bebia e estava super feliz por não ter passado mal.
– Cadê seu marido Luíza, ele não vai jantar?
– Não. Preferiu ir descansar para pegar o turno durante a noite.
No café da manhã do dia seguinte, Fausto comentou que Marcelo não havia aparecido na hora de seu turno.
Alguns minutos depois Luíza me chamou em sua cabine, e lá estava a visão do inferno.
Marcelo havia vomitado todo o quarto. Provavelmente vômitos em jato porque até o teto estava sujo. Havia se cagado e se mijado. Estava com os braços abertos na cama de olhos fechados.
-Luiza, porque não me avisou antes que ele estava tão mal assim?
– Ele não deixou, disse que iria passar, mas acho que está piorando não está?
Corri para minha caixa de limpeza, peguei minhas luvas que iam até os cotovelos. Coloquei máscara (o cheio de vômito, me causa vômito), peguei a Luiza e começamos a limpar todo o quarto. Minha sorte foi que a cama era de um tecido plástificado e nada vazou para o colchão.
Trocamos a roupa de cama que foi para dentro de um saco de lixo e depois começamos a dar um banho de leito se assim posso dizer no Marcelo. Luiza o empurrava de lado e eu passava um pano úmido para retirar os dejetos. Depois um pano com sabão e depois enxaguando-o.
Ele ficou em um ambiente limpo novamente e eu corri para a cozinha para preparar um soro caseiro. Fiz um litro e entreguei a Luiza. Você têm que fazê-lo beber ok?!
Ela desceu em direção a suíte e pouco tempo depois tomei um susto. Marcelo havia jogado a garrafa com o soro caseiro em cima da pia, e com uma cara de ódio gritou:             -Não sou homem de tomar soro caseiro!
Virou as costas e começou a seguir para a suíte quando a minha ficha caiu e a raiva subiu.
-Há uma hora atrás você não tinha forças nem para se virar e eu poder limpar a sua bunda seu ingrato! Mas agora você tem forças para vim me dizer desaforos?
– Luiza, ele têm que tomar o soro caseiro, se não o fizer, não temos responsabilidade para com a saúde dele, entendeu? Entendeu?
-Sim, entendi. Ele vai tomar.
E antes de descer as escadas ela riu e falou quase cantando: Ele passou mal e eu não!
Quando avistamos Fernando de Noronha, Marcelo estava na proa super animado. Só faltava gritar terra a vista! Como se tivesse ficado acordado durante toda a viagem.
Pensei que depois do que ele havia passado, iria desistir da volta, mas não. Embarcou mas deve ter se precavido com medicamentos, ficou derrubado, mas não vomitou o quarto inteiro novamente.
O Marcelo, que era um velejador com uma certa experiência em monocascos nunca iria imaginar que passarial mal em um cataramã que também balança, mas um balanço diferente do que ele estava acostumado. E acho que o pior de tudo, foi ter o seu ego ferido.

Essa é só uma das várias histórias que eu poderia passar dias contando. Histórias que eu vivi e que ouvi de outros veleiros.

Tripulantes que tentaram se jogar no mar, que se trancaram dentro do banheiro e não parava de chorar, que quebrou o barco inteiro, que mudou a rota no GPS… Diversas situações que colocaram suas vidas e as dos outros em risco.
Todos esses tripulantes, das mais variadas profissões e condições financeiras  tinham algo em comum: Não conheciam a sí mesmos em uma situação completamente diferente do que estavam acostumados. Desconforto, água por todos os lados, balanço, barulhos estranhos, enjoo, são os passo-a-passo para o pânico se instalar e a reação de cada pessoa ao pânico é uma caixinha de surpresas ao capitão.

Mas o que eu quero nesse texto de hoje é alertar para o enjoo a bordo. Muitos de nós velejadores que já moramos a bordo há muitos anos desdenhamos do  “sea sick” doença do mar, que até então, eu, sinceramente não sabia que poderia levar uma pessoa a morte.
Os meus tripulantes raramente enjoam e quando fazem, percebo que o problema é mais psicológico (o medo) do que físico. Nada que algum remédio ou o bendito soro caseiro, para evitar a desidratação não tivesse resolvido até então.

Cerca de dois meses atrás, um casal que recém haviam comprado um veleiro monocasco, entrou em contato previamente perguntando se poderiam nos conhecer pessoalmente. Eles vieram de Paraty até onde estamos ancorados e passamos boas horas juntos conversando.
Ele skipper experiente e ela nunca havia velejado na vida, inclusive, havia passado mal da perninha Paraty – Angra. E eles estavam esperando uma frente fria para tentarem seguir direto a Salvador.
Para resumir a longa história, recebi essa mensagem da moça, quando perguntei como ela estava, já em casa em Salvador:

“Comecei a vomitar muito, 3 dias vomitando, não comia nada e so bebia água porém botava tudo pra fora, até que chegamos em Caravelas no sul da Bahia e fui para o hospital, só que lá não tinha recurso nenhum e meus pais foram me buscar, mas foi quase tarde demais. Eu tava morrendo. Tive parada de alguns órgãos. Fui  para Vitória Conquista já na UTI, passei 21 dias na UTI. Tive que fazer diálise, receber sangue. Aí veio a cetoacidose.Meu intestino parou, o rim, fígado e de brinde úlceras gástricas até a boca. Além de vomitar muito sangue.Desaprendi a andar, algumas frases não sabia completar…Tô fazendo fisioterapia e já estou andando, devagar ainda, mas estou.Só dando trabalho aqui.
E mole por conta de uma anemia fortissima.
Mas to bem, to viva e continuo abusada! Rsrsrs”

A menina quase morreu, está pesando 36 kg e ainda têm senso de humor!

Depois de ouvir esse relato, vou me preparar melhor para tais acontecimentos que geralmente acontecem em alto mar. Sou técnica de enfermagem, mas preciso de uma reciclagem.
Em um caso como esse, penso que seria necessário soro na veia e injeção de alguma medicação contra os vômitos contínuos.
Esse post teria terminado aqui, mas comentei sobre o assunto em um grupo de vela feminino no qual participo e o relato da moça acima não foi o único. Outras pessoas ficaram meses internados por consequências da doença do mar.

Que sirva de alerta. Que não seja tratado como frescura por alguns capitães, mas que principalmente os tripulantes, antes de embarcarem em uma travessia, se preparem.  Escutem e acatem os conselhos dos velejadores mais experientes.

PS: Os nomes dos personagens foram mudados.

Comentários, sugestões e críticas construtivas são bem vindos!
Até semana que vem!

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Pensamentos

O que significa conhecer um país para você?

Quantos países eu conheço?

Sempre nos fazem essa pergunta.
O que mais vejo nas redes sociais são pessoas que passam uns dias ou até algumas horas em determinado lugar e já pintam em seu mapa mundi na parede do quarto em pensamento dizendo: menos um!

Conheço pessoas que foram para um resort em uma ilha Mexicana, ficaram todos os dias dentro do resort comendo e andando de carrinho de golf e depois dizem que conheceram o México!

E quem faz cruzeiros de navios? Passam algumas horas em terra fazendo os passeios turísticos mais clichês (nada contra), e blá, blá, blá.

Até mesmo velejadores, que já fizeram duas, três voltas ao mundo, não significa que conheceram muita coisa. Muitos deles não saem de seus veleiros ou das marinas.

Mas Guta, então para você , o que significa conhecer um país?

Significa percorrer minimamente uma boa parte do seu território, conhecer suas diversas paisagens, interagir com seus cidadãos, ter contato com sua lingua, sua cultura.
Resumindo: Viver a energia do país!

Viajar a bordo de um veleiro muitas vezes com ondas grandes, vento contra e o barco chaqualando como se tudo fosse cair me fez pensar: O que estou fazendo aqui?

E em muitos momentos também, conhecendo uma nova cultura em um lugar inóspito onde pouquissimas pessoas no mundo sequer sabem onde fica, pensava: Meu Deus, obrigada por estar aqui.

Ouvi essas duas frases da Cecília, velejadora do veleiro Planckton e ela estava coberta de razão. Viajar a bordo de um veleiro é cansativo e ao mesmo tempo mágico.

Você que deseja viajar dessa forma tem que ter em mente que os perrengues farão parte das histórias que você terá para contar depois, porque superar dificuldades será uma constante em sua vida e que poder vivenciar essas experiências boas e ruins te fará cada vez mais realizado.

 

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Histórias pelo mundo Vida a bordo

Estou velho para viver a bordo! Sério isso?

Recebi uma mensagem de uma pessoa dizendo se achar muito velho para aprender a velejar e morar a bordo com 60 anos de idade. Aliás mensagens desse tipo são comuns.
Catuquei nos meus arquivos e encontrei o Mike, um senhor viúvo de 80 anos que conhecemos em Lumut na Malásia. Ele mora a bordo há 35 anos, na época em um trimarã que aparece no fundo da foto. Super simpátivo, prestativo, brincalhão, que só saia com o bote a remo e pedalava sua bicicleta bem vestido e cheiroso. Dizia que tentaria se legalizar no país ou iria arranjar uma esposa para se casar e poder ter direito aos excelentes benefícios médicos que o governo da Malásia oferece aos cidadãos.
Pretendente é que não falta! Tenho que  pensar na minha velhice, não é mesmo?! Disse ele sempre sorrindo.

Ou seja, mesmo com 80 anos e o corpo sim, já cansado da idade, sua mente não estava. Sua mente estava jovem, com vontade de viver alegremente!

E você, tem alegria de viver?

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Manutenção Vida a bordo

Limpeza de convés

Semana passada postei fotos nas minhas redes sociais que causaram um rebuliço dentro do meu pequeno  (mas fiél), número de seguidores.

Eu Gutinha limpando o convés do Guruçá.
O porquê de umas fotos fazerem mais “sucesso” do que outras eu sinceramente não sei, só sei que perdi as contas do número de vezes que limpamos o nosso convés e não sabia que seria tão comentado.
Fazemos tanta coisa no automático que esquecemos que o nosso normal, o dia-a-dia é desconhecido pela maioria que deseja viver a bordo.

Pois bem, muita gente acha que morando em um veleiro dentro da água, estamos livres da poeira. Mas infelizmente não estamos. Aqui em Angra moramos perto de uma estrada, então nosso convés fica cheio de pó da descarga de carros, de terra etc…
Em um porto da África do sul, nosso barco ficava com o convés preto, cheio de fuligem de carvão mineral que era embarcado em navios para a exportação. Mas nada se compara ao terror que é ficar fundeado na capital do nosso estado, Vitória, no Espírito Santo. O pó de minério come solto por lá, também deixando o convés preto, mas muito mais difícil de limpar devido ao seu “peso”. Eu varria pó de minério do meu convés e quando chovia, aquilo virava uma lama que me causava pesadelos. Evito pensar como estão os pulmões dos capixabas respirando aquele ar poluído.

Temos duas maneiras de limpar o nosso convés:  Com água salgada ou com água da chuva.
Normalmente quem limpa o convés é o Fausto e com água salgada. É um serviço onde ele faz um baita de um execício físico. Você tem idéia do trabalho que é pegar água salgada com um balde dezenas de vezes? Haja braço, coluna , pernas etc…
Por isso limpar com a chuva é mais fácil, só que nem sempre chove, como agora no inverno que estamos passando por um período muito seco.
Como Fausto havia viajado e calhou de chover depois de uns dois meses de seca, aproveitei para fazer a limpeza.
Choveu muito pouco e por pouco tempo, mas o suficiente para dar tempo de deixar tudo limpinho e ainda coletar água da chuva para beber.

Será que deu para ver como o barco estava sujo?

Estou ajoelhada porque nosso convés já praticamente não tem mais anti derrapante, vamos repintá-lo em breve.
Usamos uma esponja macia, espuma de sofá. Limpa muito bem e não arranha. Se estivéssemos com o anti derrapante em dia, usaríamos uma vassoura também. Não usamos nenhum tipo de produto químico para limpeza, no nosso caso, não há necessidade.

Até semana que vem!

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Vida a bordo Vídeos

Limpeza de fundo: Como encalhamos, que tinta usamos…

Limpar o veleiro faz parte da rotina de quem vive a bordo. Dividimos o nosso barco em três partes: Cima, dentro e baixo.
Hoje escrevo sobre a parte de baixo, ou seja o fundo dos nossos cascos por fora (porque também limpamos os porões uma vez por ano).
A tinta usada para tentarmos nos proteger contra as malditas cracas é a Coopercoat.

Mas Guta, o que são cracas?
São pequenos seres demoníacos em forma de mini conchas que se grudam no casco e vão crescendo. Essas conchinhas diminuem a performance dos veleiros em travessias e no mínimo incomodam fazendo um barulhinho irritante que parecem estalinhos de pólvora.
Para mantê-las afastadas dos cascos, devemos pintá-los com tintas anticrustantes quem contém venenos capazes de impedir que essas cracas se grudem.

Existem vários tipos de tintas disponíveis no mercado para diferentes materiais de que os veleiros são feitos (alumínio, aço, fibra, madeira) e para diferentes usos do barco. Se ele ficará parado no seco em uma marina ou dentro da água. Se ele fará uma viagem de longo curso etc…
No nosso caso optamos por usar a Coopercoat, uma tinta a base de cobre que promete dez anos de garantia com a devida manuteção. Ela é uma tinta “dura”, não descama como a maioria das outras tintas. Para nós que estávamos viajando era a mais recomendada, se não, após cada travessia de oceano teríamos que pintar o fundo novamente.

Como fazemos a nossa manutenção?
A coopercoat apesar de ter algicida em sua composição não faz milagres e temos que limpar os cascos pelo menos uma vez por mês para que não se forme o limo. É um trabalho fácil e até prazeroso dependendo da temperatura da água.
Segundo o fabricante, quanto mais velha a tinta, mais o cobre se oxicida e menos cracas se grudam SE mantemos os cascos limpos sem limo e ativarmos a tinta com uma lixa d´água, pela nossa experiência, de três em três meses.
Com limo, forma-se uma película no casco, diminuindo o poder de atuação do cobre, então as cracas conseguem se fixar. Mesmo assim, é muito mais fácil de retirá-las do que em um fundo sem tinta ou com uma tinta de baixa qualidade .
Como trabalhamos muito no verão, não tivemos tempo de limpar o limo dos nossos cascos, ou seja, uma sinfonia de seres marinhos tocavam para nós todos os dias durante a noite e a sensação de ter o barco mais lento não era só do meu excesso de peso em gordura.
Só que, o inverno chegou e com ele a água do mar fria pra caramba.
Daí entra uma das vantagens do catamarã: O encalhe ou a palavra correta, a varação, para fazermos a limpeza dos cascos, para manutenção dos hélices, pés de galinha, bucha e o que mais precisássemos.
Quando batemos em uma baleia, fizemos os reparos varados em uma praia ao lado do iate clube do Espírito Santo.

No primeiro vídeo mostrei como varamos o Guruçá na praia do Sítio Forte na Ilha Grande aqui em Angra dos Reis e um pouco da nossa rotina a bordo.
No segundo vídeo Fausto explica como varar um veleiro, tanto catamarans como monocascos.

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Vida a bordo Vídeos

Viajar é bom, mas cagar em casa é sensacional.

Viajar é bom, mas cagar em casa é sensacional.

Li essa frase em algum lugar e achei sincera. Pensei: Mais uma vantagem de viajar de veleiro. Levamos nossa casa e vaso junto conosco, mesmo que dar descarga dê um certo trabalho…

Aqui no Guruçá usamos o vaso sanitário manual que muitas pessoas nos perguntam como funciona. Penso que tirei todas as dúvidas e passei uma dica de manutenção preciosa nesse vídeo:

E você, é daqueles que só consegue relaxar para fazer o número 2 em casa? rsrsrs

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Indicações Vida a bordo

Velejadores brasileiros que valem a pena conhecer!

Sejam bem vindos ao nosso novo blog!

Nesse post de estréia, quero indicar novos velejadores que me chamaram atenção em alguma rede social e que estou gostando muito de acompanhá-los.
Separei por categorias, me dei conta que gosto de fazer listas. Rsrsrs

Iniciantes no mar:  Pessoas que estão começando na vela em diferentes estágios.

Veleiro Toa Toa: Um programador e uma arquiteta, experimentando a vida no mar a bordo de um veleiro.
Instagran@veleirotoatoa

Carla e Thiago compraram um veleiro e comecaram a reformá-lo. Em suas postagens a Carla escreve de uma maneira gostosa de ler. A evolução na reforma ao mesmo tempo a adaptação a vida a bordo.

“Meu (Carla) diário de bordo da Travessia de Santos a Santa Catarina: Quando estou velejando eu esqueço da minha realidade. Não que ela seja ruim, veja bem, eu moro em um veleiro e isso pra mim já é muito bom. Mas pensem comigo: o mar não quer saber quem eu sou, se eu ando me alimentando direito, se minha conta bancária está satisfatória, se pago meus impostos em dia ou se tenho louça na pia. O mar também não quer saber se meu barco é bonito ou grande, não quer saber se finalizamos a marcenaria, se o fundo está sem cracas e se instalei uma placa solar bem grande. Quando estou velejando, eu esqueço do mundo da terra, eu esqueço até mesmo das pessoas que estão comigo na hora, eu quero somente ficar em silêncio e me conectar com aquele momento. Ele me convida pra entrar em sua energia vibrante e utópica, porque quando estou  velejando eu me sinto tão parte da natureza que meus problemas como humana vão embora. Mais uma vez fui presenteada com os golfinhos noturnos, eu sentei na proa e tive sensações tão malucas que seria difícil explicar. Parece repetitivo eu sei, mas cada vez que encontro eles é diferente. Hoje que voltei a realidade, tantas responsabilidades e coisas a resolver eu só consigo pensar: quero voltar para esse universo tão particular o quanto antes.”

Como não amar?

Veleiro Caboges: Onde a casa é pequena, mas o pátio é Infinito.
Instagran@veleirocaboges
Youtube: Veleiro Caboges

Bruna e Jairo se jogaram na vida a bordo e estão conseguindo viver de náutica, fazendo charters. Lançaram o canal no youtube onde mostrarão a vida a bordo e a primeira viagem mais longa que pretendem fazer até Fernando de noronha participando da Refeno.

Gostou? Que tal fazer uma pernada com eles?
Whatsapp (51)80181999

Sailing Motion Me: Morando a bordo, soltando as amarras e mergulhando no mundo.
Instagran: @sailing.motionme
Youtube: Sailing Motion Me

Marina é designer de moda e Michel designer de produtos. O casal que já viajou por mais de 30 países e tinham empregos disputados em uma multinacional, decidiu renova-se em uma nova forma de explorar o mundo, dessa vez pelos mares a bordo de um veleiro.
Todo o processo de mudança e descobertas estão nas redes sociais. Belas fotos com legendas estimulantes no insta e vídeos criativos no youtube são imperdíveis!

Quem gostaria de ter uma foto igual a essa útlima levanta a mão!?

Veleiros pela estrada afora, ops, mar fora: Velejadores que soltaram as amarras e começaram suas viajens sem previsão de término. 

Veleiro Pedalindo pelo mar: De ilha em ilha, nas baías, rios e enseadas já são mais de três anos pela costa do Brasil!
Instagran: @veleiro_pedalinho

Eugênio que está viajando com sua cachorra Mina atualmente estão no rio Preguiças, lá em barreirinhas no Maranhão. Ele entrou em tudo quando é cantinho da nossa costa e mostra em suas postagens um Brasil que poucos velejadores conhecem.

Pedalinho Varado em algum rio no nordeste.  Você sabia que um monocasco podia “encalhar”?

Veleiro Katoosh – Dois irmãos que nasceram em um veleiro e que pretendem fazer uma volta velejando  mundo.
Instagran: @veleiro.katoosh
Youtube: Veleiro Katoosh

Conhecemos o Neto uns dois anos atrás fazendo charter em Angra com o sonho de sair velejando pelo mundo. Na época ele estava a bordo com uma namorada e eu os incentivei a criar um canal no youtube porque eram simpáticos, com um belo barco e tinham todos os requisitos para bombarem no youtube representando a náutica brasileira pelo mundo.
Porém, o tempo passou, Neto se separou e o irmão mais novo entrou no projeto.
Passaram um ano reformando o veleiro. No momento já estão no Caribe com um canal no Youtube e mais de 32 mil seguidores no instagram!
Os mais jovens capitães brasileiros estão conquistando a simpatia de um público que carece de ídolos: O público infanto juvenil.  Aposto que eles serão um dos maiores canais da náutica nacional estimulando jovens a seguirem seus sonhos em qualquer área, a se aventurarem na vida com verdade e responsabilidade.

E você, estimularia seus filhos a viajarem dessa maneira tão jovens?

Veleiro Kairos: Uma família velejando por aí.
Instagran: @kairosailing
YoutubeSailing Kairos

O casal Illa e Vitor, o capitão Barba Ruiva literalmente, se conheceu em Ilha Bela. Moraram por nove anos na Austrália onde compraram seu veleiro e já estão vivendo a bordo por cinco anos, um deles viajando.
A filha do casal Victoria, chamada por Tori, saiu da maternidade direto para o barco.
Super interessante principalmente para quem quer conhecer a rotina a bordo com criança. Os vídeos me transmitem muito amor. A cumplicidade do casal e o carisma da Tori fariam qualquer fofurômetro explodir!

O que são essas bochechas rosadas??? E essa pose gente!?

Aprenda a velejar pela internet: Entenda sobre navegação e vela de conteúdo técnico.

Veleiro Ocean Ware: Herman Hehn, um apaixonado por mar, barcos e navegação.
Instagran: @veleiro_oceanware
Youtube: Brcharter- Turismo Náutico

Herman, engenheiro aposentado passa maior parte do tempo a bordo de seu veleiro com sua esposa Ideli e seu cachorro Nino que foi resgatado e hoje é um marinheiro.
Seu canal procura passar conhecimento sobre navegação e vela com o viés técnico.

A história do resgate desse cachorrinho é linda!

Musas fitness da vela: Velejadoras que incentivam a prática de esporte.

Veleiro Call me Breeze: Praticando yoga desde 2014 aprendendo por um aplicativo e reproduzindo em sua casa-barco.
Instagran: @sea.sun.yoga e @seagle_pro

Conhecemos Juliana e Daniel quando construiam seu catamarã na Ilha de Itaparica na Bahia. O tempo, que passa rápido, foi generoso com esse casal que hoje mora a bordo com a filha Liz.
Juliana incentiva a prática de exercícios com belas fotos fazendo yoga a bordo. E o Daniel, com belas fotos feita com drone!

Deu vontade de tentar uma posição?

Veleiro Kulfi: Viajo pelo mundo no meu veleiro com minha família dividindo minhas paixões – o yoga, o mar…
Instagran: @rosangelaseayoga

Rosângela brasileira, comissária de bordo e Ben, inglês, mergulhador profissional tem uma história de como se conheceram que daria um romance de sucesso. Um dia terei o prazer de entrevistá-la!
O casal comprou um veleiro de aço e resolveu sair pelo mundo com dois filhos pequenos, o Luc e o Joshua que foram os mascotinhos do primeiro Cruzeiro Costa Leste, quando conhecemos a família. Pensem em duas criancas fofas, educadas e que cativavam todo mundo?
Eles seguiram com a viajem e nós vendemos o Cat Guruçá, construímos o Guruçá Cat, enfim, mais de doze anos se passaram quando os reencontramos em Bali.
Eles estavam morando na ilha indonésia quando entraram em contato nos sugerindo ficar em uma ancoragem pouco conhecida pelos guias. Tínhamos que passar por um canal que já fez muito velejador perder seus veleiros. Pegamos os pontos com ele e pimba! Estávamos em um lugar maravilhoso e seguro.
Hoje eles estão de veleiro novo curtindo Fiji na Polinésia.
Tenho quase certeza que foi em Bali que a Rosângela começou a praticar yoga em cima de uma prancha.

Parece fácil né?! Fui tentar fazer uma posição dessas e adivinhem o que aconheceu? rsrsrs

Gostou? É só clicar nas redes sociais e começar a segui-los.
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