Pensamentos

O que significa conhecer um país para você?

Quantos países eu conheço?

Sempre nos fazem essa pergunta.
O que mais vejo nas redes sociais são pessoas que passam uns dias ou até algumas horas em determinado lugar e já pintam em seu mapa mundi na parede do quarto em pensamento dizendo: menos um!

Conheço pessoas que foram para um resort em uma ilha Mexicana, ficaram todos os dias dentro do resort comendo e andando de carrinho de golf e depois dizem que conheceram o México!

E quem faz cruzeiros de navios? Passam algumas horas em terra fazendo os passeios turísticos mais clichês (nada contra), e blá, blá, blá.

Até mesmo velejadores, que já fizeram duas, três voltas ao mundo, não significa que conheceram muita coisa. Muitos deles não saem de seus veleiros ou das marinas.

Mas Guta, então para você , o que significa conhecer um país?

Significa percorrer minimamente uma boa parte do seu território, conhecer suas diversas paisagens, interagir com seus cidadãos, ter contato com sua lingua, sua cultura.
Resumindo: Viver a energia do país!

Viajar a bordo de um veleiro muitas vezes com ondas grandes, vento contra e o barco chaqualando como se tudo fosse cair me fez pensar: O que estou fazendo aqui?

E em muitos momentos também, conhecendo uma nova cultura em um lugar inóspito onde pouquissimas pessoas no mundo sequer sabem onde fica, pensava: Meu Deus, obrigada por estar aqui.

Ouvi essas duas frases da Cecília, velejadora do veleiro Planckton e ela estava coberta de razão. Viajar a bordo de um veleiro é cansativo e ao mesmo tempo mágico.

Você que deseja viajar dessa forma tem que ter em mente que os perrengues farão parte das histórias que você terá para contar depois, porque superar dificuldades será uma constante em sua vida e que poder vivenciar essas experiências boas e ruins te fará cada vez mais realizado.

 

Comentários, sugestões e críticas construtivas são bem vindos!
Até semana que vem!

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Histórias pelo mundo Vida a bordo

Estou velho para viver a bordo! Sério isso?

Recebi uma mensagem de uma pessoa dizendo se achar muito velho para aprender a velejar e morar a bordo com 60 anos de idade. Aliás mensagens desse tipo são comuns.
Catuquei nos meus arquivos e encontrei o Mike, um senhor viúvo de 80 anos que conhecemos em Lumut na Malásia. Ele mora a bordo há 35 anos, na época em um trimarã que aparece no fundo da foto. Super simpátivo, prestativo, brincalhão, que só saia com o bote a remo e pedalava sua bicicleta bem vestido e cheiroso. Dizia que tentaria se legalizar no país ou iria arranjar uma esposa para se casar e poder ter direito aos excelentes benefícios médicos que o governo da Malásia oferece aos cidadãos.
Pretendente é que não falta! Tenho que  pensar na minha velhice, não é mesmo?! Disse ele sempre sorrindo.

Ou seja, mesmo com 80 anos e o corpo sim, já cansado da idade, sua mente não estava. Sua mente estava jovem, com vontade de viver alegremente!

E você, tem alegria de viver?

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Manutenção Vida a bordo

Limpeza de convés

Semana passada postei fotos nas minhas redes sociais que causaram um rebuliço dentro do meu pequeno  (mas fiél), número de seguidores.

Eu Gutinha limpando o convés do Guruçá.
O porquê de umas fotos fazerem mais “sucesso” do que outras eu sinceramente não sei, só sei que perdi as contas do número de vezes que limpamos o nosso convés e não sabia que seria tão comentado.
Fazemos tanta coisa no automático que esquecemos que o nosso normal, o dia-a-dia é desconhecido pela maioria que deseja viver a bordo.

Pois bem, muita gente acha que morando em um veleiro dentro da água, estamos livres da poeira. Mas infelizmente não estamos. Aqui em Angra moramos perto de uma estrada, então nosso convés fica cheio de pó da descarga de carros, de terra etc…
Em um porto da África do sul, nosso barco ficava com o convés preto, cheio de fuligem de carvão mineral que era embarcado em navios para a exportação. Mas nada se compara ao terror que é ficar fundeado na capital do nosso estado, Vitória, no Espírito Santo. O pó de minério come solto por lá, também deixando o convés preto, mas muito mais difícil de limpar devido ao seu “peso”. Eu varria pó de minério do meu convés e quando chovia, aquilo virava uma lama que me causava pesadelos. Evito pensar como estão os pulmões dos capixabas respirando aquele ar poluído.

Temos duas maneiras de limpar o nosso convés:  Com água salgada ou com água da chuva.
Normalmente quem limpa o convés é o Fausto e com água salgada. É um serviço onde ele faz um baita de um execício físico. Você tem idéia do trabalho que é pegar água salgada com um balde dezenas de vezes? Haja braço, coluna , pernas etc…
Por isso limpar com a chuva é mais fácil, só que nem sempre chove, como agora no inverno que estamos passando por um período muito seco.
Como Fausto havia viajado e calhou de chover depois de uns dois meses de seca, aproveitei para fazer a limpeza.
Choveu muito pouco e por pouco tempo, mas o suficiente para dar tempo de deixar tudo limpinho e ainda coletar água da chuva para beber.

Será que deu para ver como o barco estava sujo?

Estou ajoelhada porque nosso convés já praticamente não tem mais anti derrapante, vamos repintá-lo em breve.
Usamos uma esponja macia, espuma de sofá. Limpa muito bem e não arranha. Se estivéssemos com o anti derrapante em dia, usaríamos uma vassoura também. Não usamos nenhum tipo de produto químico para limpeza, no nosso caso, não há necessidade.

Até semana que vem!

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Vida a bordo Vídeos

Limpeza de fundo: Como encalhamos, que tinta usamos…

Limpar o veleiro faz parte da rotina de quem vive a bordo. Dividimos o nosso barco em três partes: Cima, dentro e baixo.
Hoje escrevo sobre a parte de baixo, ou seja o fundo dos nossos cascos por fora (porque também limpamos os porões uma vez por ano).
A tinta usada para tentarmos nos proteger contra as malditas cracas é a Coopercoat.

Mas Guta, o que são cracas?
São pequenos seres demoníacos em forma de mini conchas que se grudam no casco e vão crescendo. Essas conchinhas diminuem a performance dos veleiros em travessias e no mínimo incomodam fazendo um barulhinho irritante que parecem estalinhos de pólvora.
Para mantê-las afastadas dos cascos, devemos pintá-los com tintas anticrustantes quem contém venenos capazes de impedir que essas cracas se grudem.

Existem vários tipos de tintas disponíveis no mercado para diferentes materiais de que os veleiros são feitos (alumínio, aço, fibra, madeira) e para diferentes usos do barco. Se ele ficará parado no seco em uma marina ou dentro da água. Se ele fará uma viagem de longo curso etc…
No nosso caso optamos por usar a Coopercoat, uma tinta a base de cobre que promete dez anos de garantia com a devida manuteção. Ela é uma tinta “dura”, não descama como a maioria das outras tintas. Para nós que estávamos viajando era a mais recomendada, se não, após cada travessia de oceano teríamos que pintar o fundo novamente.

Como fazemos a nossa manutenção?
A coopercoat apesar de ter algicida em sua composição não faz milagres e temos que limpar os cascos pelo menos uma vez por mês para que não se forme o limo. É um trabalho fácil e até prazeroso dependendo da temperatura da água.
Segundo o fabricante, quanto mais velha a tinta, mais o cobre se oxicida e menos cracas se grudam SE mantemos os cascos limpos sem limo e ativarmos a tinta com uma lixa d´água, pela nossa experiência, de três em três meses.
Com limo, forma-se uma película no casco, diminuindo o poder de atuação do cobre, então as cracas conseguem se fixar. Mesmo assim, é muito mais fácil de retirá-las do que em um fundo sem tinta ou com uma tinta de baixa qualidade .
Como trabalhamos muito no verão, não tivemos tempo de limpar o limo dos nossos cascos, ou seja, uma sinfonia de seres marinhos tocavam para nós todos os dias durante a noite e a sensação de ter o barco mais lento não era só do meu excesso de peso em gordura.
Só que, o inverno chegou e com ele a água do mar fria pra caramba.
Daí entra uma das vantagens do catamarã: O encalhe ou a palavra correta, a varação, para fazermos a limpeza dos cascos, para manutenção dos hélices, pés de galinha, bucha e o que mais precisássemos.
Quando batemos em uma baleia, fizemos os reparos varados em uma praia ao lado do iate clube do Espírito Santo.

No primeiro vídeo mostrei como varamos o Guruçá na praia do Sítio Forte na Ilha Grande aqui em Angra dos Reis e um pouco da nossa rotina a bordo.
No segundo vídeo Fausto explica como varar um veleiro, tanto catamarans como monocascos.

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