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Limpeza de fundo: Como encalhamos, que tinta usamos…

Limpar o veleiro faz parte da rotina de quem vive a bordo. Dividimos o nosso barco em três partes: Cima, dentro e baixo.
Hoje escrevo sobre a parte de baixo, ou seja o fundo dos nossos cascos por fora (porque também limpamos os porões uma vez por ano).
A tinta usada para tentarmos nos proteger contra as malditas cracas é a Coopercoat.

Mas Guta, o que são cracas?
São pequenos seres demoníacos em forma de mini conchas que se grudam no casco e vão crescendo. Essas conchinhas diminuem a performance dos veleiros em travessias e no mínimo incomodam fazendo um barulhinho irritante que parecem estalinhos de pólvora.
Para mantê-las afastadas dos cascos, devemos pintá-los com tintas anticrustantes quem contém venenos capazes de impedir que essas cracas se grudem.

Existem vários tipos de tintas disponíveis no mercado para diferentes materiais de que os veleiros são feitos (alumínio, aço, fibra, madeira) e para diferentes usos do barco. Se ele ficará parado no seco em uma marina ou dentro da água. Se ele fará uma viagem de longo curso etc…
No nosso caso optamos por usar a Coopercoat, uma tinta a base de cobre que promete dez anos de garantia com a devida manuteção. Ela é uma tinta “dura”, não descama como a maioria das outras tintas. Para nós que estávamos viajando era a mais recomendada, se não, após cada travessia de oceano teríamos que pintar o fundo novamente.

Como fazemos a nossa manutenção?
A coopercoat apesar de ter algicida em sua composição não faz milagres e temos que limpar os cascos pelo menos uma vez por mês para que não se forme o limo. É um trabalho fácil e até prazeroso dependendo da temperatura da água.
Segundo o fabricante, quanto mais velha a tinta, mais o cobre se oxicida e menos cracas se grudam SE mantemos os cascos limpos sem limo e ativarmos a tinta com uma lixa d´água, pela nossa experiência, de três em três meses.
Com limo, forma-se uma película no casco, diminuindo o poder de atuação do cobre, então as cracas conseguem se fixar. Mesmo assim, é muito mais fácil de retirá-las do que em um fundo sem tinta ou com uma tinta de baixa qualidade .
Como trabalhamos muito no verão, não tivemos tempo de limpar o limo dos nossos cascos, ou seja, uma sinfonia de seres marinhos tocavam para nós todos os dias durante a noite e a sensação de ter o barco mais lento não era só do meu excesso de peso em gordura.
Só que, o inverno chegou e com ele a água do mar fria pra caramba.
Daí entra uma das vantagens do catamarã: O encalhe ou a palavra correta, a varação, para fazermos a limpeza dos cascos, para manutenção dos hélices, pés de galinha, bucha e o que mais precisássemos.
Quando batemos em uma baleia, fizemos os reparos varados em uma praia ao lado do iate clube do Espírito Santo.

No primeiro vídeo mostrei como varamos o Guruçá na praia do Sítio Forte na Ilha Grande aqui em Angra dos Reis e um pouco da nossa rotina a bordo.
No segundo vídeo Fausto explica como varar um veleiro, tanto catamarans como monocascos.

Comentários, sugestões e críticas construtivas são bem vindos!
Até semana que vem!

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